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      Com a verticalização das cidades e o crescente número de novos edifícios em todo o País, o uso de elevadores e escadas rolantes tornou-se indispensável para a nossa mobilidade. E, como todo meio de transporte, ao usar esses equipamentos é preciso estar sempre atento às regras de segurança, especialmente quando pensamos nas crianças

      Por Andreia Nolasco, Gerente de Serviços da Atlas Schinder

      Em abril deste ano, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto de lei (PL 1.371/2020), que proíbe crianças de até 12 anos de andar sozinhas em elevadores. Em Pernambuco, a Assembleia Legislativa do estado promulgou uma lei com a mesma proibição em agosto de 2020. Já na cidade do Rio de Janeiro, a Lei Municipal nº 2.546/97 proíbe a locomoção de menores de 10 anos, se desacompanhados, sob pena de multa ao condomínio. E ainda, no estado de São Paulo, a lei de nº 12.751/98 também determina que apenas maiores de 10 anos podem utilizar os elevadores sem a presença de um adulto.

      Vamos entender os motivos. Apesar de o elevador ser o meio de transporte mais seguro do mundo, crianças não têm maturidade para antever riscos e até mesmo tomar uma atitude caso algo venha a ocorrer. Geralmente, entre os pequenos, é tentador apertar vários botões, pular dentro no elevador, tentar impedir que a porte feche e brincar com o interfone. Aparentemente inofensivos, esses gestos podem danificar o equipamento, causar sua parada com a retenção dos usuários na cabina e, até mesmo, um acidente.

      Vale mencionar a importância de supervisionar as crianças também ao entrar e sair do elevador. Mochilas, lancheiras, brinquedos podem ficar presos à porta e, ao tentar ‘resgatá-los’ alguém pode se ferir.

      A atenção também deve ser redobrada com crianças em escadas e esteiras rolantes. Além de acompanhadas, devem estar de mãos dadas com um adulto e, se possível, segurando no corrimão com a outra mão para evitar qualquer desequilíbrio. Na descida, é importante manter a criança sempre ao lado de um adulto e, na subida, um degrau à frente, se certificando de que o pequeno não esteja pisando nas laterais do equipamento ou no vão entre os rodapés e os degraus.

      Outra orientação valiosa: sentar-se nos degraus não é uma opção, é perigoso! A locomoção deve ser sempre em pé. Por fim, os calçados infantis são outro ponto de atenção. Sapatos com sola de borracha podem ter extrema aderência quando em contato com escadas e esteiras rolantes, dificultando o uso do equipamento. No caso dos tênis, a recomendação é checar se os cadarços estão bem amarrados.

      Estas são orientações para a segurança de crianças nos elevadores, escadas e esteiras rolantes, tornando as viagens seguras e confortáveis para todos. Assim, a garotada estará pronta para a brincadeira no local correto, sempre!

       

      Fonte: Sindiconet